Mercado de ações será o investimento mais rentável em 2013, aposta economista

por Flávia Gianini

O economista-chefe e sócio da Órama Investimentos, Álvaro Bandeira, aposta que em 2013, o mercado de ações será a melhor aposta em termos de rentabilidade para o investidor.

Segundo Bandeira, partindo do pressuposto de que a Bolsa tem reais condições de fechar o ano de 2012 próxima de 62000 pontos ou até mais, ele estabelece como meta para 2013, o patamar de 72000 pontos (cerca de 16% de valorização), com recuperação mais consistente no segundo semestre.

“Quando a economia global pode estar mostrando mais força, com destaque para as da zona do euro”, explica Bandeira.

Em 2013, o quadro para a economia global está atrelado ao desempenho da economia americana e chinesa, seguido pelo desempenho inicialmente modesto da economia alemã, afirma o economista.

Bandeira acredita que a Europa iniciará o ano fraca e melhora seu desempenho durante o segundo semestre, mas ainda com fraco crescimento e em recuperação do processo recessivo.

“A ajuda proporcionada à Grécia traz grande alívio, assim como a perspectiva de supervisão bancária única agrega maior responsabilidade aos países e instituições. Esperamos crescimento mais consistente das economias do bloco europeu somente para os anos de 2015 e 2016”, analisa.

“Adotamos a projeção do FMI como parâmetro inicial, que prevê que o bloco de países desenvolvidos possa crescer 1,6%. É nossa expectativa que as economias se recuperem lentamente e ainda de forma assimétrica ao longo de 2013 e 2014, tanto internamente, como na comparação entre países”, diz.

Confira as dicas do economista sobre o que observar na hora de escolher seus investimentos em 2013:

1. RENTABILIDADE CONSISTENTE: histórico de pelo menos três anos, superior à média de mercado e com estatísticas favoráveis.

2. VOLATILIDADE: é uma medida de risco. Quanto maior a rentabilidade maior o risco envolvido. Deve ser de acordo com o objetivo de fundo e variar pouco ao longo dos períodos analisados.

3. EQUIPE DE GESTÃO E ANÁLISE ROBUSTA E FOCADA: profissionais com boa formação, experiência e comprometimento.

4. OBJETIVO E POLÍTICA DE INVESTIMENTO BEM DEFINIDOS: informações que determinam o resultado esperado e o risco envolvido.

5. PROCESSOS DE INVESTIMENTO: organização na sequência de tarefas executadas.

6. CONTROLES DE RISCO: procedimentos para evitar surpresas desagradáveis em cenários de estresse, como crises.

7. DIVERSIFICAÇÃO: A diversificação mais adequada vai depender do seu perfil de investidor, do valor disponível para investir, dos objetivos, dos prazos, das experiências e das preferências individuais.

8. RESERVA:  O primeiro passo para a diversificação é reservar dinheiro para as emergências e mantê-lo em aplicações conservadoras. O dinheiro que já tem destino certo e que vai ser utilizado dentro de um ano também deve estar aplicado em produtos de baixo risco.

9. RENDA VARIÁVEL:  Considere destinar pelo menos 10% para incrementar o retorno total da carteira de investimentos, porém pode-se aplicar mais, principalmente os recursos destinados aos objetivos de longo prazo, como patrimônio para filhos ou aposentadoria.

10.RISCO MÉDIO? O terceiro é alocar o restante em ativos de risco médio. Um ponto importante na diversificação do patrimônio é a revisão periódica dos investimentos, ao menos uma vez por ano. Na vida há fases, as prioridades se alteram, o cenário macroeconômico muda. É preciso ajustar as posições, aumentando ou diminuindo as reservas, realizando lucros ou aproveitando os períodos de baixa para comprar mais barato.

 

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