Brasil será a 5ª maior economia do mundo até 2014, diz Austin Rating

por Marina Rossi

A agência classificadora de risco Austin Rating elaborou uma simulação no ranking das 10 maiores economias mundiais a partir das projeções feitas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgadas nesta segunda-feira 08, até 2017, e constatou-se que, muito provavelmente, o Brasil será a 5ª maior economia do mundo em 2014, ultrapassando de uma só vez Reino Unido e França, ficando atrás somente de EUA, China, Japão e Alemanha.

O principal motivo do avanço do Brasil será a taxa de crescimento da economia nacional em nível muito superior ao observado nas duas economias desenvolvidas, pois, enquanto a taxa de crescimento do Brasil será na média 2012-2014 de 3,2%, no Reino Unido será de apenas 0,97% e na França de apenas 0,53%.

Com base nos dados estimados para 2012, o grupo das 10 maiores economias é composto por: EUA, China, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Brasil, Itália, Rússia e Índia. Nesse grupo, as economias desenvolvidas representam 68,7% e as emergentes 31,3%.

Avaliando o desempenho das 10 maiores economias nos anos de 2013, 2014 e 2015, e realizando projeções até 2030, o grupo dos países emergentes formados por: China, Brasil, Rússia, Índia e Indonésia deverão ultrapassar as economias desenvolvidas em tamanho de PIB em dólar, respondendo por 50,4% contra 49,6% dos desenvolvidos.

De acordo com a consultoria, a perda de participação dos países desenvolvidos decorre, primordialmente, dos efeitos negativos da crise financeira global deflagrada em 2008 e que ainda persistem fortemente, com destaque para os países que compõem a Zona do Euro.

No entanto, por causa dos demais países emergentes apresentarem taxas de crescimento maiores que as do Brasil, muito provavelmente, a economia nacional perderá posições no ranking das maiores economias ao longo desta e da próxima década para Índia em 2018, Rússia em 2021 e Indonésia em 2024.

Para a Austin, entre as 10 maiores economias do mundo, segundo ranking com base em 2012, os países desenvolvidos deverão responder por 68,7% enquanto o grupo dos emergentes representará 31,3%.

No entanto, essa força econômica, que está em mudança há quatro décadas, deverá se alterar significativamente ao longo das próximas duas décadas e os emergentes passarão a representar mais da metade da riqueza global.

Considerando apenas as 10 maiores economias, no ano de 2030, o grupo dos países emergentes deverá responder por 58,3% contra 41,7% do grupo das economias desenvolvidas.

 

O gráfico abaixo, feito pela Austin Rating, mostra o ranking das 10 maiores economias do mundo, segundo o PIB, em US$:

 

 

 

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Um comentário para "Brasil será a 5ª maior economia do mundo até 2014, diz Austin Rating"
  1. Responder Roberto Bordoni 10/10/2012 15:29 pm

    Boa tarde, creio que, devido ao cenário macroeconômico mundial, as perspectivas é de que a China não se tornaria a maior potência até 2030, visto que:
    1o Os EUA mudariam o seu modelo sócio-econômico, assemelhando-se ao pragmatismo do modelo chinês;
    2o A China atravessaria uma escassez sem precedentes de recursos naturais, pela sua insistência em poluir seus recursos hídricos, o que refletiria negativamente em sua economia;
    3o Os EUA, União Européia e os paises emergentes se uniriam todos para evitar que o “Glande Dlagão Blanco” dominasse a economia mundial, porque nenhum desses países é de etnia, cultura ou idioma do grupo mongol (países com idiomas falados por pessoas de olhos puxados), totalmente diferente dos idiomas indo-europeus, falados pelos países do restante do mundo, exceto o Japão;
    4o Não sou otimista, nem pessimista, mas creio que o próprio Cipango (Japão) se aliaria com os EUA para deter o avanço chinês, na realidade um império do mal, mascarado de país democrático e capitalista maravilhoso. Basta ver o que a China anda fazendo na África, separando tribos e promovendo guerras, em busca de petróleo e outras riquezas minerais.
    A Águia Pelada norte-americana dará a volta por cima e se recuperará!

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